Crystal Days é um espaço reservado para a discussão dos mais diversos tipos de cultura, seja ela literária, musical, cinematográfica, religiosa, étnica, hábitos, dança, moda, gastronomia, invenções,... Enfim, todo tipo de cultura cotidiana influenciável ou autoconhecimento de forma ampla. A cultura nada mais é do que a identidade de um grupo em um território e num determinado período. A capacidade de produção cultural é o que diferencia os seres humanos dos animais racionais.Espero que este espaço seja aproveitado por todos que aqui passarem da melhor forma possível.Sejam todos muito bem-vindos!







quinta-feira, 6 de maio de 2010

Estilo vinil


O disco de vinil, Vinil, LP (abreviatura para Long Play), ou ainda bolachão é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 a fim de registrar informações de áudio, que usava um material plástico chamado vinil.

Trata-se de uma bolacha de plástico, na maioria das vezes de cor negra, que reproduz as informações musicais registradas através de uns toca-discos.

O disco de vinil surgiu em 1948, substituindo os discos de goma-laca de 78 rotações, que eram utilizados na época. Além de reproduzir um número maior de músicas (ao invés de uma só canção por face do disco) com melhor qualidade sonora, são mais leves, mais maleáveis e tem maior resistência a choques e manuseio.

No final da década de 1980 e início da década de 1990, o surgimento do compact discs (CDs) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, tornando obsoletos os discos de vinil de forma que estes desapareceram quase que por completo no final do século XX. Mesmo assim, alguns audiófilos ainda preferem o vinil, alegando ser um meio de armazenamento mais fiel que o CD.

Em pleno século XXI ainda existem pessoas que não medem esforços para adquirir objetos antigos e muitas vezes raros no mercado. Com a música isso não seria diferente, por isso os discos de vinil são peças que parecem ainda ter vida muito longa, apesar de toda a tecnologia do novo milênio.

Este assunto faz parte do cotidiano de Djs e colecionadores. Talvez porque o deslumbramento causado a amantes do LP hoje em dia relembre uma época menos tecnológica e mais humana que ele representa ou também porque são raros os artistas hoje em dia que se equiparam aos daquela época.

A maioria do público que procura o disco de vinil, além dos DJs, é masculino e com bom poder aquisitivo. Há quem acredite que donos de grandes lojas de vinis e grandes sebos faturam mais do que as lojas de CDs. Essa afirmativa se dá pelo fato de que a pessoa que almeja um disco, quando o encontra, paga o quanto for. Seu preço é elevado justamente por ser raro. É a lei da oferta e da procura.

Mas podemos acreditar que o vinil ainda vai circular por muito tempo. Quem tem grandes coleções não se desfaz e a tendência existente é de que as pessoas tratem melhor o vinil, já que não se fabrica mais. Por sorte, ainda existem DJs que se recusam a tocar CDs nas festas. É difícil o vinil ser extinto, pois existe uma quantidade gigantesca deles pelo mundo e várias pessoas interessadas em mantê-los vivos, além dos sebos que dão continuidade ao material mais antigo e bandas que ainda relançam seus trabalhos neste formato.



Cuidados:
• Guarde seus discos na posição vertical, separados em grupos não muito numerosos, num local seco e longe de fontes de calor ou luz solar direta.
• Antes de cada uso, passe uma escova de pêlos suaves no disco, em movimentos circulares (acompanhando os sulcos), removendo a poeira.
• Após o uso, reponha em sua capa imediatamente. Cuide para que a abertura do envelope plástico fique voltado para dentro da capa, vedando a entrada de poeira.
• Sempre use agulhas em boas condições e mantenha o braço do toca-discos corretamente ajustado.

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