
"Nem a inocência de Lucrécia Neves, nem a danação da mulher de preto, nenhum desses ávidos seres femininos que se esbatiam em torno da realidade conseguiria tocá-lo porque ele era a realidade: um homem moço calado, metido num impermeável. Assim o viram de uma janela, a mão curiosa afastando a cortina: e ele não passava disso. Evitando as poças d'água. Além de tudo era livre: não pedia provas. Andava olhando os edifícios sobre a chuva, de novo impessoal e onisciente, cego na cidade cega; mas um bicho conhece a sua floresta; e mesmo que se perca — perder-se também é caminho."
Titia Clarice

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